Prezado Sócio (a),
 
Ao ser eleito para ocupar a presidência do Praia Clube São Francisco, não tinha noção do tamanho das dívidas e dos problemas a serem enfrentados, pois a gestão do biênio 2006/2008 informava a todos que, a situação era confortável, inclusive com recursos disponíveis em caixa. Infelizmente, a realidade encontrada contrariava o discurso, e muito.
 
Grande parte dos problemas, alguns já resolvidos em minha gestão, tiveram origem em aproximadamente 40 (quarenta) ações judiciais, em sua maioria trabalhista; e outra parte, relacionados a obras de manutenção preventiva e corretiva que fomos forçados a realizar urgentemente e que muito oneraram financeiramente o clube.
 
Após muito analisar e buscar soluções me vi obrigado a encaminhar proposta ao Conselho Deliberativo para a cobrança de taxa extra, a ser paga em cinco parcelas de R$ 40,14 (quarenta reais e quatorze centavos), vencendo a primeira em fevereiro e a última em junho de 2010. Esta proposta foi aprovada em reunião do conselho, pois este entendeu que não havia outra alternativa para enfrentar as dificuldades determinadas por  dívidas contraídas em gestões passadas, em especial a eleita para biênio, 2006/2008, cujos respectivos pagamentos foram transferidos para atual gestão (2008/2010).
 
Consertamos a piscina que vazava 20.000 litros de água mês, que aumentava drasticamente a conta junto a Águas de Niterói. Infiltrações no varandão e no restaurante foram retiradas, sendo que uma das sapatas de sustentação do prédio comprometia sua estrutura. Havia infiltrações no salão de festa, problemas nos aquecedores das saunas, hidromassagens, falta de manutenção no gerador e especialmente no sistema de esgoto, anunciado pela gestão 2006/2008, como obra integralmente realizada, o que não se confirmou.
 
Ao “apagar das luzes”, ou seja, ao final da gestão 2006/2008, celebrou-se com concessionário, um contrato inserindo cláusula contratual com uma multa absurda, no valor de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), em caso de rescisão. Atendendo diversas reclamações do quadro de associados, inclusive por escrito, e ainda, interditado pela Fiscalização Sanitária, não tivemos outra alternativa a não ser rescindir o contrato e pagar a elevada multa.
 
Fomos surpreendidos com um passivo trabalhista que coloca em risco as finanças do Clube. Em um dos casos, demitiu funcionário eleito para presidir a CIPA, que como tal, gozava de estabilidade de emprego assegurada por lei. Nosso departamento jurídico está a trabalhar, caso a caso e com certeza resolveremos todas as questões judiciais herdadas.
 
Face a necessidade e urgência de solução, procuramos e conseguimos, através de patrocínio recursos da ordem de R$120.000,00, que permitiram fazer novos investimentos, sem deixarmos de honrar nossos compromissos.
 
A partir de 2008, quando assumimos a diretoria, nenhuma dívida foi contraída para o Praia Clube São Francisco ou sequer uma ação trabalhista foi ajuizada.
 
Aí estão prezados associados, em síntese, as razões determinantes da cobrança da taxa extra.
 
           Contamos com o entendimento e o apoio de todos os associados.
 
Desejamos que este ano seja de grandes realizações para o clube e para grande família praiana, colocamo-nos a disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.
 
Apresentamos a seguir demonstrativo com as despesas explicitadas no texto e outras que se fizeram necessárias: